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De forma prática, qual a importância do Business Intelligence para a área da saúde?

16 de março de 2020 - Por Lucas Menezes

 

 

Todos concordamos que estamos na era da informação. Não é de hoje que alguns setores da economia se apropriam deste momento com maestria, baseando todos os seus esforços e diretrizes em algoritmos e informações coletadas e tratadas, realizando ajustes de processos, buscando novas oportunidades, possibilidades de negócios, se antecipando a tendências de mercado e muito mais, tudo em prol de maior produtividade, efetividade e ser cada vez mais competitivo dentro do seu segmento. Mas nem todos os setores conseguiram "aderir" essa era como deveria, pelo menos até o momento. Uma delas é a área de saúde.

 

Ainda hoje, muitas unidades de saúde fazem gestão baseadas em informações produzidas a grandes esforços. Relatórios, planilhas, exportações, informações isoladas. Nesses casos se faz necessário aliar o pouco que se tem ao bom e velho "feeling", tendo esse o maior peso na maioria das decisões importantes. Ressalto que este aspecto ainda hoje é importante, mas não de forma imperial, no que tange a tomada de decisões em uma empresa.

 

Ocorre que o uso de informações estruturadas e ágeis para grande parte das unidades de saúde do país ainda é algo não palpável. Muitos já escutaram falar e até entendem o que se trata termos como "Data Analytics", "Big Data", "Business Intelligence", mas ainda não podem "tocar". Sabem que é bom, que precisam, mas não sabem como utilizar, o que buscar, o quanto custa e como aplicar as suas realidades. É bem verdade que alguns nem sistemas integrados possuem. Mas esse não é foco desse texto.

 

A questão é, será que é perceptível a importância de um Business Intelligence (BI) bem planejado e estruturado em uma instituição de saúde?

 

1. Primeiro precisamos entender o que é Business Intelligence

 

Business Intelligence é um termo que significa Inteligência de Negócios. De forma prática, é um software (ou conjunto de softwares) que coleta dados de forma programada e automatizada de diversas fontes (bancos de dados, planilhas, WEB e etc), organiza esses dados e gera análises importantes para o negócio, seja para setores internos ou para o suporte a gestão estratégica. Um bom projeto de BI pode exibir informações e monitoramentos importantes para atender necessidades operacionais, gerenciais ou até mesmo estratégicas.

 

2. Como isso pode ser importante para uma unidade de saúde?

 

O mercado da saúde se encontra em um momento bastante desafiador. Margens cada vez mais apertadas, pressão dos planos de saúde, grandes grupos verticalizando serviços, economia incerta e clientes cada vez mais exigentes. Menos espaços vão sobrando para os antigos modelos de gestão. Não há como sobreviver se não for cada dia mais competitivo, cada vez mais produtivo e eficiente, o fazer mais com menos. É aí que entra o BI.

 

De forma geral podemos dizer que o BI pode melhorar a compreensão dos dados, medir e monitorar passos, melhorar o ambiente empresarial, auxiliar nas tomadas de decisões, aumentar vendas, reduzir custos, potencializar lucros e como resultado aumentar a competitividade.

 

No âmbito operacional, a ferramenta de Business Intelligence, através de boas análises podem evidenciar falhas e processos mal executados, necessidades de ajustes de rotinas, sugerir mudanças de quadros, escalas de funcionários, identificar produtos e parceiros mais rentáveis e diversas outras ações. Imaginemos a posição de um gestor de uma grande urgência, que precisa gerir a qualidade dos atendimentos, produtividade, assiduidade dos colaboradores, eficácia dos atendimentos, produtividade médica, tempos de atendimentos, rentabilidade, qualidade, conversões em internamentos, faturamento, controle de custos, repasses e etc. Tudo pode ser feito através de relatórios, planilhas e outras ferramentas, mas a um custo de tempo e disponibilidade que pode ser drasticamente reduzido com uma ferramenta de BI.

 

A comparação é mais ou menos a seguinte: é possível ir do Rio de Janeiro a São Paulo de bicicleta, sendo que nesse caso, será cansativo e demorado, e nada mais poderá ser feito além de pedalar, mas também é possível ir de avião, onde demandará baixíssimo esforço e será bem mais rápido, sobrando tempo e poupando esforços para outras atividades também importantes que estavam sendo negligenciadas. Feito esse paralelismo podemos entender que o BI pode estreitar caminhos, diminuir esforços e mostrar novos cenários e possibilidades.

 

No âmbito estratégico, a importância do BI é tão importante quanto. Da mesma forma como no exemplo anterior, a depender da dureza dos esforços para obter, tratar, manipular dados e gerar visões, muitas vezes não são feitos, e de forma empírica é tocada a estratégia do negócio. Podemos imaginar um CEO de uma clínica ou um laboratório que precisa aumentar as margens da empresa, mas lida com valores que não se reajustam há anos, concorrência desleal, desvalorização do serviço por parte das operadoras, atrasos de pagamentos etc. Para este profissional, qual a importância de ter em mãos de forma rápida, tickets e valores médios na curva do tempo, por produto, margens e lucros por unidade, por postos, DREs comparativos, projeções de fluxos de caixas, receitas históricas, taxas de crescimento por convênios, médicos, serviços e etc de forma dinâmica? Absoluta.

 

Agora imaginemos este mesmo profissional com todas essas informações em tempo real, analisando passado, presente e projetando o futuro, manobrando o destino da empresa baseado em evidências concretas. Se torna possível passar para novos estágios, como por exemplo, oferecer aos planos de saúde informações relevantes sobre conclusões clínicas baseadas em históricos de resultados e tratamentos dos seus segurados possibilitando trabalhos preventivos para evitar doenças mais graves e  reduzir a incidência do uso desses planos, e com isso poder negociar tabelas mais atrativas, novos contratos, novas bases, com diferenciais comprovados, não seria um grande trunfo para este CEO?

 

Por isso é importante que este assunto seja visto com mais cuidado e brevidade. É notório que um projeto de BI é muito sensível, pois além do investimento, lida com dados importantes das empresas, e por isso deve ser muito bem analisado, além de como e por quem será feito este projeto. Seja equipe interna ou empresa terceirizada, deve ter profundo conhecimento no assunto e no negócio em si, e ser reconhecidamente ética no ramo, para evitar frustrações desnecessárias. É também importante saber quais tecnologias serão utilizadas, escopo do projeto, custos envolvidos, disponibilidade da informação, acessos e etc.

 

Por fim, podemos dizer que os benefícios do uso de um BI são incalculáveis, por isso estudos de 2019 estimam que já neste ano de 2020, aproximadamente 75% das empresas investirão em ferramentas analíticas. Projetos que tem data para começar, mas não tem data para terminar. À medida que objetivos são alcançados, novos surgirão naturalmente, sempre na direção de melhores processos, controles, produtividades, estratégias e competitividades. A saúde não pode ficar fora disso.

 

Lucas Menezes

CEO e Fundador da Medicnor Sistemas